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14/03/2008 19:40

Vênetos gaúchos, futebol e a unificação da Itália

Respostas a vários companheiros de navegação. Na ordem. Meu caro Clovis Dorigon, que belo sobrenome vêneto... Não li o livro, aliás, é uma revelação. Há meios de conseguir um exemplar? Gostaria muito de saber da história de um Brasil sem casa-grande e sem senzala. Meu caro Lineu, porque haveria de lhe querer mal? Você tem razão, no meu entendimento: o futebol é um assunto chato, sobretudo se evidencia recalques indevidos, aleivosias injustificadas, raivas disfarçadas a aflorar de súbito. Veja só, há torcedores que definem como tragédia a derrota do Brasil no mundial de 1950, na final contra o Uruguai, ou em 1982, nas quartas contra a Itália. Os deuses gregos gargalham deste súbito distanciamento da realidade, desta incapacidade de classificar os fatos para hierarquizá-los conforme a importância e a gravidade.

Meu caro Robbiate, a unificação da Itália foi inevitável, imposta pela realidade do mundo. Mas Garibaldi (a ação) e Mazzini (a idéia) foram tragados pelo desenho de Camillo Benso di Cavour, o primeiro-ministro do rei piemontês Vittorio Emanuel II, ideólogo da unificação “de cima para baixo” e da ascensão da Península a Estado europeu. Cavour foi personagem de grande relevo, um estadista conservador.

Meu caro Célio Jorge Lasmar, a Igreja Católica foi um dos principais entraves à unificação italiana e até hoje, concordo com você, interfere quase sempre negativamente na vida do país.

A todos, muito obrigado. Foi ótima conversa, cresci com ela.
enviada por mino






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