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03/03/2008 18:01

O futebol de Gênova

Para minha surpresa, Gênova foi bom assunto. Paulo Eduardo gostaria que eu falasse da Sampdoria, time genovês. Antonio Carlos Alves, a transbordar simpatia, garante que na sua próxima viagem não deixará de passar pela minha cidade natal. Pois Andrea Doria era meu time no imediato pós-guerra, antes da decisão paterna de transpor o Atlântico. Eu tinha 11 anos. In illo tempore, Gênova ostentava três clubes: Genoa (o primeiro na história do futebol peninsular, fundado pelos ingleses como Genoa Foot-ball and Cricket Club), Andrea Doria e Sampierdarenese, esta algo assim como o Jabaquara de Santos. Saí de Gênova em julho de 1946 e logo no início do novo campeonato da série A, que se inicia em setembro, a Andrea Doria e o Jabuca deles fundiram-se em um único time, o Sampdoria, a exibir desde então o mais bonito uniforme do futebol italiano. A Samp viveu altos e baixos, até atingir o apogeu dezesseis anos atrás ao vencer o scudetto. Era um timaço, alinhava craques como Vialli, Mancini (atual treinador da Internazionale), Dossena e Cerezo, o nosso Pluto, como apelidou Tão Gomes Pinto. Notável Cerezo, recordo que cruzei várias vezes com ele em viagens aéreas, para e da Itália. Sério, composto, elegante. No gramado não era tão sóbrio, mas elegante sempre, também no retângulo verde. Portava-se como cidadão genovês, ia pescar no Bisagno, o rio que desce dos Apeninos e deságua em Gênova, perto de Boccadasse.
enviada por mino






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