Mino Carta - dirigiu as equipes criadoras do Jornal da Tarde e das revistas Quatro Rodas, Veja, Istoé e CartaCapital, da qual é diretor de redação.


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04/03/2008 12:21

Não nasci para ser patrão e nunca fui

Alguém me pergunta, não sei com quais intenções, se quem trabalha na redação de CartaCapital me chama colega ou patrão. Saiba, meu caro senhor, que mal sou patrão do meu nariz. Não nasci para ser patrão e nunca fui. Mesmo quando sócio de Domingo Alzugaray, na Editora Encontro Editorial, de maio de 1976 a novembro de 1979. Depois, ainda diretor de redação de Istoé fui empregado de Fernando Moreira Salles, assim como o seria de Domingo de 1982 a 1993, primeiro na Senhor e, a partir de julho de 1988, novamente na Istoé. Para fazer a CartaCapital, fui empregado da CartaEditorial, dos meus sobrinhos Andrea e Patricia, de junho de 1994 ao começo de 2002. A revista se tornara semanal há seis meses e a ligação com a CartaEditorial já não era possível. Juntamente com o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, fundamos a Editora Confiança, ambos movidos por uma espécie de senso do dever, pela própria obrigação de dar continuidade ao projeto. Os companheiros de aventura nos chamam de Mino e Belluzzo, e nem um, nem outro, temos a mais tênue vocação para patrão. Patrão é aquele que pensa no negócio. De minha parte, sei, sem experimentar qualquer desconforto, que do negócio recomenda-se manter-me afastado. Se chegar perto, só criarei complicações. Minha vida não mudou com o nascimento da Confiança. Tudo o que ganhei como jornalista, em cinqüenta e mais anos, foi apenas e tão somente meu salário. E sou cidadão remediado.
enviada por mino






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