06/03/2008 19:10
Ah, madame Racy...
Ontem disse ter lido na coluna de Sonia Racy no Estadão uma referência ao meu nome. Ocorre a possibilidade de que eu leia a colunista social em questão? Não leio, não leio mesmo. Não leio desde sempre colunas sociais do nosso infeliz jornalismo que ainda se dedica a registrar as efemérides de umas mil e trezentos e cinqüenta e quatro pessoas, invejadas por trinta mil e quatrocentos e vinte e oito. A coluna social, mesma aquela metida a sebo, a alardear interesses mais profundos e abrangentres, não passa de um resquício da imprensa oitocentesca, desapercido no mundo civilizado há muito mais de um século. Mas o Brazil-zil-zil é este, infelizmente. Recordo aos leitores que me acompanham, com muita generosidade, que não leio a imprensa nativa e evito a transmissão do Jornal Nacional da Globo. Cuido é do meu fígado. E também do meu respeito pela língua portuguesa, que é tão minha quanto o italiano. Conto, felizmente, com colegas amigos, que me mantêm a par das escritas merecedoras da minha visão. É o caso da surpreendente nota saída ontem na coluna da madame Racy.
enviada por mino
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