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29/02/2008 19:30

O time mais querido dos juizes italianos

Respondo a José Joaquim da Silva. O time mais querido dos juízes italianos é a Internazionale de Milão, da propriedade do petroleiro Moratti e de Marco Trochetti Provera, o orelhudo peninsular. Não creio que estejamos diante de um escândalo igual àquele que assolou o futebol italiano em 2006, por obra e graça do procurador geral, manager absoluto, manda-chuva total da Juventus, Luciano Moggi. É inegável, porém, que a Inter foi favorecida pelos juízes em inúmeros jogos do campeonato atual. Está em primeiro, com a folga de 9 pontos de vantagem sobre a Roma. Quarta passada, Inter e Roma se enfrentaram em Milão. O time da capital teve atuação muito superior, e manteve a vantagem de um gol até os últimos três minutos do segundo tempo. Mas, também neste caso, o empate deve muito ao árbitro Rosetti. Desde a metade do segundo tempo, o quadro milanês jogava em dez, por causa da contusão de Maxwell, ocorrida quando o técnico Mancini já fizera todas as três substituições na tentativa de conter os romanos em noite de gala. O juiz aplicou-se para dar um jeito e expulsou o zagueiro Mexes, que recebera antes um cartão amarelo. A punição foi francamente exagerada. Rosetti caiu no conto do avante argentino Crespo, a vítima, dotada de grande vocação teatral. Em lugar de Mexes, entrou o nosso Juan. Vinha de uma contusão séria e estava frio. Entrou de cabeça numa bola alta e depositou-a sobre o pé direito de Javier Zanetti, mais um argentino. Empate. O zagueiro interista Burdisso, enésimo portenho, talento de verdugo, cansou de fazer faltas na linha do catch por 90 minutos e só recebeu um cartão amarelo. Rosetti ignorou as ocasiões, várias, de aplicar o vermelho. Pois é. O capitão da Roma vinha há tempo a registrar: a Inter sempre conta com a ajudazinha dos juízes. Depois do jogo de quarta, afirmou: “Desta vez foi um favorzão”. E ainda: “De verdade, o campeonato ainda não começou”. No caso da Juve (pronuncie iuve) os juízes esforçam-se para demonstrar distanciamento olímpico, depois do escândalo. O time turinês pagou caro, foi para a segunda divisão e conseguiu sair dela. Cortou o mal pela raiz e está sob nova direção. Tem um técnico gentleman, Ranieri. No jogo de domingo passado, contra a Reggina, em Reggio Calabria, sofreu três furtos clamorosos. Desde o começo do campeonato, que vive o returno, só apitaram um pênalti a seu favor, mas sofreu um sem número.
enviada por mino






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