25/02/2008 13:26
Diferença grande nas chamadas de capa
Liga Jean-Paul Lagarride. De Vladivostock, atravessou a Sibéria para colher material destinado a uma série de reportagens sobre a região. Segue-se o seguinte diálogo:
Ele Quer dizer que Ruy Mesquita acha a revolução cubana a maior tragédia política do século passado?
Eu Pois é. Fidel Castro como vilão supremo.
Ele Quanta ousadia do senhor Mesquita. E Hitler? E Stalin? E Mussolini? E Franco?
Eu Que fazer. Mas Ruy Mesquita tem um mérito, ele fala em alto e bom som, não contemporiza. Os demais senhores da mídia pensam como ele, mas não são tão claros, desabridos, peremptórios.
Ele Espera aí, não esqueça a Veja, aliás saiu com a mesma imagem de capa da CartaCapital.
Eu Nós saimos antes, em São Paulo circulamos a partir do meio-dia da sexta-feira.
Ele Eu sei, e há uma diferença grande nas chamadas de capa. Vocês cuidam de fazer uma análise sem paixão, a apontar prós e contras, o positivo e o negativo.
Eu Eles destilam raiva. E ainda se apresentam como praticantes do verdadeiro jornalismo...
Ele Um progresso houve por parte da mídia, ao menos em relação à história do Brasil: já não falam de revolução para referir-se ao golpe de 1964, falam em ditadura militar. Como se não tivessem implorado a intervenção dos seus janizaros fardados contra a marcha da subversão.
Eu Aí está, a tal ditadura militar. Mas quem chamou os gendarmes para executar o serviço sujo? A mídia é um dos rostos do poder.
Ele O portavoz. E o golpe não derramou uma única, escassa gota de sangue pelas calçadas.
Eu Certo, certíssimo. E eu estou a esperar até hoje a chegada da marcha da subversão.
enviada por mino
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