Mino Carta - dirigiu as equipes criadoras do Jornal da Tarde e das revistas Quatro Rodas, Veja, Istoé e CartaCapital, da qual é diretor de redação.


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13/02/2008 17:33

Brisas malignas

La calunnia é un venticello, a calúnia é um ventozinho, diz Don Bartolo, mestre de música de Rosina, a heroína de O Barbeiro de Sevilha, de Rossini. Don Bartolo é baixo profundo, e suas palavras pesam como pedras. Um internauta escreve que Paulo Henrique Amorim, meu parceiro em ocasiões diversas, inclusive na organização da grande festa do Tartufo Nativo, foi mal na direção e apresentação do Jornal da Band, anos atrás. Se não se trata de calúnia, é, no mínimo, informação errada. Alguém seguiu a orientação de Don Bartolo, do nada criou a brisa maligna, e agora o navegante em questão entra na linha. Pois o Jornal da Band nas mãos de PHA teve ibopes surpreendentes e sobretudo incomodou os donos do poder. Acabou apenas e tão-somente por obra das pressões de um certo Mendonça de Barros, presidente do BNDES e ministro à sombra douta de Fernando Henrique Cardoso. Mas assim caminham os graúdos nativos. Recentemente, espalhou-se o tal vento a respeito de Raimundo Pereira, a rememorar o fim do Opinião, valente e inteligente jornal alternativo nos tempos da ditadura. Alguém, na esteira de Don Bartolo, insinuou que Opinião implodiu porque Raimundo assim pretendia. A coisa pegou. De fato, Don Bartolo conta que o ventozinho infla-se pelo caminho, ao cabo é vendaval. E a coisa pegou tanto que no outro dia Chico de Oliveira, figura digníssima, endossou a história. Do arco-da-velha. Pois a verdade factual é oposta: Fernando Gasparin, dono do jornal, simplesmente despediu o diretor. Raimundo Pereira.
enviada por mino






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