12/02/2008 18:44
A votação está aberta. Participem
O cabuloso enredo tecido em torno do uso dos cartões corporativos pela mídia foi o primeiro ponto de apoio da iniciativa arquimédica (de Arquimedes) tomada em parceria por Paulo Henrique Amorim e este que batuca na Olivetti, no sentido de organizar a grande festa do Tartufo Nativo. O episódio é fortemente representativo do extraordinário alcance da hipocrisia dos donos do poder, vetustos e nem tanto, e dos seus arautos. E, se quisermos, também simbólica da afoiteza midiática em mergulhar em um assunto capaz de abalar, mais ainda que os alvejados pelas denúncias, as próprias hostes tucano-udentistas supostamente a salvo. Ou, por outra, simbólica da incompetência. Como já foi comentado, o telhado de vidro é geral e irrestrito, e nenhuma bala é perdida. Estamos diante de entrecho corriqueiro, tão comum dentro da tradição política brasileira, a qual se vale desde sempre da hipocrisia tartufesca. O que nos inspira transcende, de verdade, o contingente. É a persistência secular da tartufaria, praticada sem solução de continuidade por quem se apresenta como varão de Plutarco e de fato encarna a personagem de Molière. Reparem os navegantes nos jornalões dispostos hoje a alegar sofrimentos no tempo da ditadura, que não hesitam em classificar como anos de chumbo. É, porém, do conhecimento até do mundo mineral que foram eles mesmos, os jornalões, a arcar com o papel de porta-vozes dos eternos donos do poder na invocação do golpe de 1964, enfim perpetrado por seus gendarmes (jagunços?). É apenas um pequeno exemplo das razões que justificam a grande festa do Tartufo Nativo. A votação está aberta desde hoje. Participem.
enviada por mino
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