21/01/2008 17:54
Lobão não concorre com Tarcísio Meira
Uma foto publicada pelo Estadão de sábado passado convocou a minha atenção. Imagem preciosa, na página A-4. O novo ministro Lobão, colhido dentro de um elevador ao lado do ascensorista. Diz uma placa, perfeitamente legível às costas dos fotografados: Obrigatório uso de paletó e gravata. É assim que se faz para conferir dignidade aos freqüentadores daquele elevador, e em geral, aos servidores do Estado. De fato, obedientes, o ministro e o ascensorista estão de paletó e gravata. O quem é quem não é simples para aqueles que nunca viram Lobão. Uma admissível confusão pode ser atribuída à espécie de uniforme que ambos envergam. O novo ministro exibe uma expressão entre atônita e perplexa, já o comandante do elevador está na dele. Certo é que Lobão não concorre com Tarcísio Meira. Nada faz, porém, para melhorar o visual. Perceptível a cem quilômetros de distância o empenho desastrado de pintar o cabelo, sempre falimentar na tentativa vã de rejuvenescer enquanto a pele envelhece. Arrisco um palpite: Lobão, na tintura capilar, usa a receita da mãe do jornalista Napoleão Sabóia. Trata-se de uma infusão pastosa de ervas do Maranhão, com a contribuição, se bem lembro, de um toque de seiva de cáctus. O próprio Napoleão contou-me há muito tempo que a receita era usada por José Sarney, o príncipe maranhense. Ele padeceu de cãs precoces e ainda trintão passou a tingir os cabelos, assessorado pela senhora Sabóia. Lobão é protegido do ex-ministro da República, donde a dedução. Sarney foi um moço simpático e cativante, sem contar seus talentos de seresteiro. Quanto a Lobão, evito imaginar que diria dele o professor Lombroso.
enviada por mino
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)