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12/12/2007 19:10
Vai sair do prelo um livro de memórias de Karlos Rischbieter. Lançamento previsto para o início do ano próximo, em Curitiba, obviamente, em edição da Travessa. O advérbio obviamente entra ai por razões óbvias: Rischbieter é curitibano docg, denominação de origem controlada e garantida, apesar de nascido em Blumenau. É velho e querido amigo, e seu passado, e mais ainda seu caráter, o habilitam a um retrospecto importante da história de cinco a seis décadas, e mais até, na evocação da infância à sombra da ancestralidade alemã. Ele foi diligente, probo e competentíssimo servidor público, Presidente da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e, enfim, ministro da Fazenda, no governo do ditador de plantão João Figueiredo. E aí a impiedosa desafinação entre as injunções da função oficial e as crenças do indivíduo tornaram impossível a permanência em Brasília. Não ficou no posto mais de nove meses, saiu depois de remeter a Figueiredo as razões de seu afastamento, expostas em um plano alentado, praticamente oposto à política pretendida pelo governo. No dia da saída, começo de janeiro de 1980, telefonou-me de Brasília. Ele gostaria de conhecer o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, Luis Inácio da Silva, o Lula. Foi muito fácil combinar o encontro, na minha casa, às oito horas da noite. Conversaram longamente, como amigos de larga data. No dia seguinte, falei com Lula. “Cara legal, este seu amigo Karlos – disse ele, – um idealista sincero”.
enviada por mino






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