14/12/2007 18:57
Goethe está morto, que pena
Liga Jean-Paul Lagarride, cada vez mais inquieto na sua faina de perdigueiro da informação. Pergunta: Como reage a mídia nativa a respeito da revelação de que Hugo Chávez financiou a campanha de Cristina Kirchner à presidência da República? Relato da conversa que se segue.
Eu: Preocupada com esta interferência gravíssima, a América Latina já padeceu a influência dos dólares de Cuba, agora surgem em cena os dólares de Chaves.
Ele: Do comandante Fidel ao comandante Chávez. Estou apavorado. É o retorno dos fantasmas do passado.
Eu: Fantasmas? A ameaça é concreta, importante, estarrecedora.
Ele: Certo, certíssimo, ainda bem que os Estados Unidos velam sobre os destinos da América Latina.
Eu: Imagine, a tal Cristina, que Deus se apiede da alma dela, diz que os Estados Unidos não querem amigos, e sim empregados.
Ele: Que topete, esta senhora. Atrevida, não é mesmo?
Eu: Pois é, e até defende a aliança com o coronel-paraquedista.
Ele: Parece uma senhora vaidosa. Vai ver deseja fechar com Mefistófeles um pacto no gênero daquele do doutor Fausto.
Eu: Mefistófeles?
Ele: Desculpe, mas Chávez não é a encarnação do demônio? É o que leio na imprensa brasileira.
Eu: Entendi, talvez dona Cristina pretenda regressar à juventude.
Ele: Não me surpreenderia se este fosse o plano. Aliás, 790 mil dólares são uma gota dágua no mar do financiamento de uma campanha para a presidência da República.
Eu: No Brasil, fala-se em dezenas de milhões, de mais até de uma centena.
Ele: Eis aí, é possível que, sem querer, a gente tenha acertado a mosca: 790 mil dólares servem para uma plástica geral com o doutor Pitanguy, um dos vossos heróis, ou para uma temporada no Instituto da senhora Aslan, na Romênia, enfim para um tratamento completo, e necessariamente laboroso. Ao cabo, dona Cristina aparentará 20 anos.
Eu: Espero que não fique igual à Tônia Carreiro, às vezes Mefistófeles brinca em serviço.
Ele: Sinto que Goethe tenha batido as botas, este enredo merecia ser contado por ele.
Eu: Você mantém alguma garrafa de vinho nas cercanias?
Ele: Sempre e sempre.
Eu: Pois vamos encher os copos e gargalhar bastante.
enviada por mino
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