03/12/2007 17:31
Cicinho não é lateral-direito
No campeonato italiano, como já informei os eventuais interessados, torço contra os times mais ricos, presididos por reacionários notórios. É o momento da Internazionale de Milão, time de um certo Moratti cheio da grana graças a bons negócios na área do petróleo. O único clube que se apresenta para enfrentá-lo é a Roma, donde a decisão inescapável: torço contra a Internazionale e a favor da Roma. A qual, aliás, joga a meu ver o melhor futebol dos gramados peninsulares, o mais variado e agressivo, com soluções táticas originais. Ontem, a Inter ganhou em Florença e a Roma em casa. Para a alegria dos locutores e comentaristas nativos, o romano Cicinho jogou no segundo tempo, no lugar de outro brasileiro, Taddei, ausente há dois meses e naturalmente cansado. Já avisara: Cicinho não é lateral-direito, sua aptidão defensiva é, para ser generoso, modesta. Vai bem como meiocampista, e ali foi empregado, e será, posso apostar, pelo técnico Spalletti, um dos mais competentes da Itália. Não é o primeiro brasileiro que muda de posição nos campos da península. O exemplo clássico é Júnior, de lateral-esquerdo para meiocampista excelente. Outro foi Müller, de ponta de lança para centro-avante distribuidor de bolas preciosas na boca da área. E outros exemplos não faltam.
enviada por mino
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