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20/11/2007 18:55

Taxa de felicidade contempla pouquíssimo

A Comissão Européia organizou em Bruxelas uma Conferência Internacional sobre o tema Além do PIB. Pretende-se que o Produto Interno Bruto de um país, e sua renda média per capita, não bastam para situar corretamente a qualidade de vida. Por exemplo: há trinta anos, na Europa, o crescimento econômico é constante, mas surgiu a ameaça da exploração excessiva das reservas ambientais, dos consumos exagerados etc. etc. Fala-se em uma espécie de taxa de felicidade individual que transcende a grana no bolso e na conta bancária. Lembrei-me da frase de uma figura do passado, tempos da Jovem Guarda, Carlos Imperial, o qual costumava dizer: “prefiro padecer em um Cadillac do que andando a pé”. Ou algo assim. Em todo caso, aludi a problemas francamente primeiro-mundistas. Nada a ver com os nossos. Aqui 5 por cento da população ganha acima de 800 reais por mês, 95 por cento ficam abaixo. Diria que a taxa de felicidade nativa em princípio contempla pouquíssimo. Recordo agora de uma personagem interpretada por Vittorio Gassman, em um filme intitulado “Os Monstros”. Trata-se de um pugilista sonado, imbecilizado pelas pancadas, que atravessa seus dias miseráveis a repetir “só contento”, estou contente.
enviada por mino






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