13/11/2007 18:15
Críticas de Chávez foram justas, mas ele foi grosseiro
Colegas de navegação não gostaram do meu post de ontem sobre o entrevero entre Chávez e os espanhóis. Acreditam eles que eu não esteja a par dos precedentes do caso. Estou sim, e entendo perfeitamente as queixas do comandante quanto à política da Iberia no controle de companhias aéreas latino-americanas. Em primeiro lugar, Viasa, venezuelana, e Aerolineas Argentinas. A Iberia comprou ambas, e mais algumas menores. Privatizou e fechou, simplesmente. Foi um baque para milhares de pessoas e abalo forte para a opinião pública de vários países. Mas uma coisa é condenar certas posturas e atitudes do governo e dos empresários espanhóis, e outra é afirmar que uma reunião tão importante como aquela de Santiago, que o primeiro ministro de um país democrático é fascista. Aznar foi para o poder com o apoio da maioria dos espanhóis e hoje não está mais lá em função da regra fundamental da alternância. Talvez, de forma tosca e precipitada, Chávez quisesse colocar Zapatero com as costas na parede, sem perceber que este representa o governo espanhol, e o rei o próprio Estado. Foi uma grosseria, acentuada pela escalada no tom, de sorte que as justas críticas do presidente venezuelano perderam impacto diante do clangor dos lances finais.
enviada por mino
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