22/10/2007 17:38
Um pensador religioso
A entrevista do teólogo Hans Küng publicada na edição de hoje da Folha de S.Paulo (parabéns ao jornal) mostra como um pensador religioso, culto e dotado de extremo equilíbrio sem deixar de ser contemporâneo do mundo laico, pode ser perseguido pela Igreja, a ponto de impedi-lo de lecionar aquilo que sabe. E como contestá-lo quando nega a infalibilidade do Papa, porque não há homem infalível? E que dizer quando aponta na proibição do uso de anticoncepcionais uma decisiva contribuição à proliferação dos abortos? E assim por diante, sobre celibato do padre, homossexualismo, histórias de violências da Igreja Católica, relações com o Islã. Etc. etc. Diga-se que, de resto, os dogmas prejudicam qualquer ação humana, quando não ficam entre o paradoxo e o absurdo, a passar, às vezes, pelo ridículo. Por exemplo: que gênero de fatal obnubilação nos induziria à convicção de que o Papa é Vigário de Cristo e representante de Deus na Terra? Nomeado por quem?
enviada por mino
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