24/10/2007 19:56
Encontros com Maquiavel
Meu amigo Giorgio Croce, filho de genoveses, foi à Itália depois de colher comigo algumas indicações. Uma delas, uma visita à vila de Monteriggioni, nos arredores de Siena. Onde, segundo um post de algum tempo atrás, dei com Maquiavel e não perdi a oportunidade de entrevistá-lo a respeito das coisas do Brasil. Giorgio voltou e logo me enviou o seguinte e-mail:
Estive em Monteriggioni na magnífica Toscana. Após algum esforço, encontrei o Sr. Maquiavel. Ao revelar-me brasileiro, mesmo não estando no melhor de sua forma, consentiu em trocar algumas idéias comigo. Confessou que por alguns dias ficara estupefato com a sua entrevista e a descoberta de Pindorama, sua elite cansada e o corrupto povo tupiniquim. Chegou a pensar em algo que há séculos considerava fora de propósito e prometeu uma revisão dura de seus princípios e alterações na próxima edição de seu best seller. No entanto, certo dos fundamentos inequívocos de seu príncipe e escaldado pelas artimanhas aristocráticas ao longo do tempo, percebeu, após uma rápida meditação, que essa história do movimento Cansei era para boi dormir, espantar o sapo. Apenas uma óbvia armação dos poderosos. Uma enganação maquiavélica no melhor sentido. A farsa da indignação. Meu filho, por outro lado, convenha que dominar e explorar sem parar deve ser muito cansativo, concluiu o filósofo, despedindo-se com um abraço para você e indo dormir a sesta.
enviada por mino
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