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10/08/2007 18:01

Os tempos do muro de Berlim

Merval Pereira escreve em O Globo que Lula atendeu o pedido do amigo ditador de Cuba, e devolveu prontamente os pugilistas Rigondeaux e Lara. Eliane Cantanhede avisa na Folha de S.Paulo que não terão vida fácil na ilha. E sentencia: “O Brasil sabia disso”. Sem entrar no mérito da questão, meus desconfiados botões murmuram que ai está, já delineado, o motivo de nova tentativa midiatica de criar problemas para o governo. “Será?”, pergunto. A minha duvida nasce do fato de que o secretario nacional de Justiça deixa claro o passo em falso da policia: em lugar do termo de deportação, deveria ter apresentado o de repatriação. A policia justifica-se: assim o processo seria mais rápido. Também parece convincente a história de que os pugilistas deixaram-se inicialmente seduzir pelas propostas de um empresário alemão. Os botões insistem, e sublinham: “Motivo não, pretexto”. “Está bem”, digo, “mas que problemas no caso teria o Lula?”. E os botões “Eis a sua ingenuidade de sempre: Fidel manda, Lula obedece”. O tempora, o mores. Recordei os tempos do muro de Berlim, e os fugitivos de “além cortina de ferro”, que escolhiam a liberdade. Talvez muitos deles estivessem enganados, mas esperançosos. Quanto aos cubanos, sei não. Pergunto aos botões se o Brasil seria tão melhor do que Cuba. Desta vez saíram de fino.
enviada por mino






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