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19/07/2007 13:11

Congonhas

Um colunista da Folha de S.Paulo afirma na primeira página que o “nome certo” da tragédia de Congonhas “é crime”. E o criminoso? Obviamente, trata-se do governo do ex-metalúrgico alçado a uma função superior às suas forças. Creio que, antes de um julgamento final, seria oportuno apurar com precisão as causas do acidente, como de resto convém à prática do melhor jornalismo. Mas vislumbro, mais uma vez, infelizmente, a omissão governista em relação à inegável insegurança do aeroporto de Congonhas. Todos o sabemos mal situado e pessimamente usado. Em outros países, aeroportos como o paulistano, ou foram suprimidos, ou destinados a operações de porte restrito. Se Congonhas, pelo caminho oposto, cresceu em pretensão e alcances, isto se deve, em primeiro lugar, ao lobby das companhias aéreas, que não encontrou a devida resistência do governo, quando não a firme intervenção para por as coisas no lugar certo. É justo reconhecer que Lula tem sido leniente em relação a interesses diversos que não coincidem em absoluto com aqueles do País e do seu povo. A capa de CartaCapital que está nas bancas aponta omissões e concessões recentes. Não sei porém se a indignação do colunista da Folha seria igual se, nas mesmas circunstâncias, o presidente fosse algum tucano DOCG (denominação de origem controlada e garantida). Digamos, Fernando Henrique, ou, melhor ainda, José Serra. Tudo serve na busca sôfrega de uma crise.
enviada por mino






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