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29/05/2007 12:31

Subsídios estatais para órgãos independentes

Jurgen Habermas está longe de ser vitima da imbecilização do mundo. Em um pequeno ensaio publicado inicialmente na Alemanha, e logo no Brasil pela Folha de S.Paulo, na edição de domingo passado, Habermas analisa o desempenho da mídia impressa nos dias de hoje. E observa como ela esteja a passar inexoravelmente das mãos dos jornalistas diretamente para o dadivoso regaço do poder político e econômico. Antídoto, segundo o pensador alemão: subsídios estatais para os órgãos independentes. A Folha apressou-se a publicar, ao lado do texto de Habermas, um resumo das criticas feitas por outro alemão, o critico literário Marius Meller, às idéias do autor. Entre outras observações, Meller recorda que nos anos 80 Habermas “profetizou a queda da democracia por conta da televisão privada, e estava errado”. Permito-me anotar que o tempo de realização das profecias é variável, o Messias levou mil e mais anos para vir à Terra. Diria, de todo modo, que o advento da televisão privada já causou danos notáveis à democracia e no mundo do deus mercado a força do dinheiro torna-se insustentável. É a lei do mais forte que está em vigor, a lei da selva, e ela se estabelece nitidamente na mídia em geral. Exemplo clamoroso é oferecido pelo Brasil, onde a mídia se alinha de um lado só, aquele da oligarquia. E ainda há quem fale em imprensa livre.
enviada por mino






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