01/05/2007 17:42
O acerto entre as telefônicas
O ministro Hélio Costa, informa a Folha na sua primeira página de hoje, diz que a entrada da Telefonica espanhola no controle da Telecom Italia tem de precipitar o debate sobre a fusão da Brasil Telecom com a OI, ex-Telemar. É preciso que o Brasil conte com um grupo nacional no setor, segundo o ministro. No que diz respeito ao primeiro item da conversa ministerial, ele não entendeu os termos da transação. Isso não me colhe de surpresa. De absolutamente certo em relação ao ministro sabemos somente que é especialista, diria mesmo um erudito, em matéria de interesses da Globo. Leiam na próxima edição de CartaCapital os termos exatos do acerto entre as duas telefônicas. Uma série de precauções constam no contrato para preservar a italianidade, como escrevem os jornais de lá, da Telecom Italia, a começar pelo fato de que as ações classe A ficam na mão dos italianos e as de classe B dos espanhóis. Outra cláusula estabelece que os bancos ligados à Telefonica, que entrou no negócio por causa deles já sócios da empresa, não podem vender cotas uns aos outros. E assim por diante. Quanto ao segundo tema levantado pelo ministro, a preocupação em favorecer o surgimento de uma empresa nacional em condições de enfrentar a concorrência estrangeira é plenamente justificada. Resta ver quem ganharia com isso, se o País, ou os tubarões de mandíbulas escancaradas. Digamos, Daniel Dantas, o banqueiro orelhudo.
enviada por mino
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