14/12/2006 13:04
Zé Hamilton, premiado agora e sempre
Zé Hamilton, ecoam as memórias, suaves na nostalgia, às vezes até solenes, nem por isso melancólicas na evocação dos tempos idos. Sim, idos, porém presentes, para alguém, como eu, que a cada dia, mais e mais se inteira da contemporaneidade do tempo. Tudo acontece no mesmo instante. Este. Por exemplo, colho-me a trafegar pela Rodovia Dutra a bordo de uma Kombi, na direção está o Zé Hamilton. Voltamos de uma viagem ao Rio de Janeiro, São Paulo abre os braços para nós, trabalhadores da Olivetti de regresso de missão jornalística destinada a rechear as páginas da revista Quatro Rodas. Quando? Agora, exatamente agora. Agora também recebo a notícia de que Zé Hamilton tropeçou em uma mina no Vietnã. Estou no Rio, em busca de futuros colegas na Veja em gestação, Zé Hamilton foi à guerra a mando da Realidade. Me toma um misto de tristeza e angústia. E agora leio que a Ediouro acaba de lançar um livro de reportagens do Zé Hamilton, 7 reportagens premiadas com o Esso ao longo da vida de um repórter que figura entre os melhores do jornalismo brasileiro, com quem tive a honra e o prazer de trabalhar. Não é que eu ligue para o Esso, sou sincero. Tenho apenas a certeza que, no caso, foi bem dado, sem conchavos e acordos de bastidor. José Hamilton Ribeiro é premiado, agora e sempre, pela admiração dos seus leitores, pelo respeito dos amigos, e entre uns e outros me incluo.
enviada por mino
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