05/12/2006 14:09
O homenzinho de Hollywood
Jantei com bons amigos, ontem à noite, e um deles, em conversa peripatética, disse desacreditar irremediavelmente do Oscar, o homenzinho de Hollywood, desde a noite em que, premiado o filme Titanic, na platéia fez-se um minuto de silêncio em memória das vítimas do naufrágio. Em contrapartida, louvamos Pequena Miss Sunshine, soneto satírico da vida americana, em exibição há algum tempo em São Paulo. Observei que filmes como este, ou como Flores Partidas, de Jarmusch, exibido já tem um ano, ou pouco mais, obra prima também satírica dos grotões estadunidenses, jamais ganharão o Oscar. Carregado em triunfo, no entanto, pelo Gladiador, de Ridley Scott, uma das zurrapas mais ridículas que tive de engolir em minha vida de cinéfilo. Ali soube também que o imperador Cômodo, filho mau de Marco Aurelio, morreu na arena do Coliseu ao enfrentar Russel Crowe. Conhecia outro enredo, histórico, mas a Hollywood tudo se permite. Scott, aliás, é para mim uma incógnita. Dirigiu duas películas extraordinárias, Blade Runner, Os Duelistas e quase chegou lá com Thelma e Louise e uma série de porcarias monumentais. Vem aí outro filme de Scott, dizem que não escapa à regra da mediocridade.
enviada por mino
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